
VII Congresso Nacional de Ecoturismo e o III Encontro Interdisciplinar de Ecoturismo em Unidades de Conservação
O Ecoturismo constitui-se em atividade geradora de uma cultura conservacionista e vetor para o desenvolvimento sustentável. Tendo como atrativo principal a própria natureza, o desenvolvimento desta atividade apóia-se nas seguintes bases:
1. Respeito às comunidades;
2. Participação das comunidades locais;
3. Respeito às condições naturais (conservação do meio-ambiente);
4. Interação educacional (na viagem, o turista deve aprender sobre a natureza e o patrimônio natural /cultural / étnico).
Segundo CEBALLOS-LASCURÁIN (1999):
"O ecoturismo, como componente essencial de um desenvolvimento sustentável, requer uma abordagem multidisciplinar, um planejamento cuidadoso (tanto físico como gerencial) e diretrizes e regulamentos rígidos, que garantam um funcionamento estável. Somente através de um sistema intersetorial, o ecoturismo poderá, de fato, alcançar seus objetivos. Os governos, as empresas privadas, as comunidades locais e as organizações não governamentais, todas têm um importante papel a desempenhar. Acredito firmemente que cada país deve criar planos nacionais de turismo, como parte de uma estratégia integral de planejamento, que incluam preocupações de ordem ambiental e diretrizes ecoturísticas. Conselhos nacionais de ecoturismo (com representantes de diversos setores envolvidos no processo) foram criados recentemente, em vários países, com resultados promissores."
Complementarmente, o ecoturismo apresenta-se como uma opção tecnicamente viável para a manutenção econômica dos recursos naturais e culturais. Dados do WTTC (World Travel & Tourism Council) que organiza estatísticas do turismo no mundo inteiro informam que o turismo ecológico representa hoje, entre 8 a 10% do "negócio turismo".
No Brasil, dados do Ministério do Turismo e da Fundação Roberto Marinho apontam o fluxo de 500 mil ecoturistas por ano, 30 mil empregos diretos, tem 20% de crescimento anual (contra 7,5 de crescimento do turismo comum). O potencial do segmento é indiscutível, o Brasil possui 22% da flora, 10% dos anfíbios e mamíferos e 17% das aves de todo o mundo.
A pesquisa realizada em 2005 pelo instituto de pesquisa Futura, na Serra do Caparaó, Espírito Santo, apontou que os gastos diários de um ecoturista é sete vezes maior do que o do turista tradicional de lazer.
As áreas naturais, em particular as áreas protegidas legalmente, apresentam sua paisagem (fauna e flora, juntamente com os elementos culturais e sociais existentes), com grandes atrativos, tanto para os habitantes dos locais aos quais as áreas pertencem, como para turistas de todo o mundo. Por esse motivo, as organizações para a conservação reconhecem a enorme relevância do turismo e estão cientes dos inúmeros danos que um turismo mal administrado ou sem controle pode provocar ao patrimônio natural e cultural do planeta.
O VII Congresso Nacional de Ecoturismo e o III Encontro Interdisciplinar de Ecoturismo em Unidades de Conservação, que acontecerá entre os dias 17 e 22 de novembro de 2009 no Estado do Espírito Santo, vêm promover um amplo debate entre profissionais das universidades, instituições de ensino em geral, poder público e iniciativa privada, operadoras, agências, comunidades tradicionais e locais e organizações não governamentais - ONGs, no que tange a aplicação do planejamento e manejo do ecoturismo voltado à práticas de mínimo impacto, visando não somente avaliar o conhecimento e as atividades que estão sendo implementadas no setor, como também promover uma relação interdisciplinar de aprendizado coletivo, aglutinando os diversos setores numa discussão única entorno da temática e áreas afins.
Site oficial do evento: http://www.ecoturismocapixaba.org.br/conecotur/ecouc2009/
Agência oficial do evento: http://www.eterea.com.br/ecoturismo/index.htm
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