Instituto Socioambiental Árvore

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Instituto Socioambiental Árvore realiza 3ª edição do Curso de Planejamento e Gestão de Projetos Socioambientais

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Foi concluída, no dia 27 de maio, a 3º edição do Curso de Planejamento e Gestão de Projetos Socioambientais oferecido pelo Instituto Socioambiental Árvore. O curso foi realizado na Faculdade Atlântico e contou com a parceria do coordenador Bráulio César e do diretor geral Eniceu Lisboa.

 

O curso teve início no dia 26 de maio e contou com a participação de cerca de 25 pessoas, dentre elas, participantes de outros estados como Pernambuco, Alagoas e Minas Gerais. “O curso foi importante porque qualificou a equipe com informações sobre o terceiro setor, além de enriquecer meu currículo já que sou formado em administração”, afirmou Osvaldo Leite, secretário executivo da ANDESS – Agência Nacional de Desenvolvimento Sustentável, em Pernambuco.

 

Esse curso faz parte do Programa Educação Socioambiental, uma das três linhas estratégicas traçadas pelo Instituto, e é oferecido a cada seis meses. Em sua 3ª edição, pode-se considerar que o curso está mais maduro, como confirma Carlos Eduardo Silva, ministrante do curso e diretor Administrativo do Instituto Socioambiental Árvore, “essa edição foi melhor do que as outras, tanto em quantidade como em qualidade. A apresentação e o conteúdo também melhoraram”.

 

O método utilizado pelo Instituto é o Metaplan, que consiste na participação de todos na construção de uma compreensão comum. O objetivo do curso é capacitar profissionais a planejar, gerenciar e avaliar projetos socioambientais com foco na atuação de organizações não governamentais, empresas e setor público. Segundo Linei Pereira, estudante de Turismo da Faculdade de Sergipe - Fase e coordenadora do Núcleo de Projetos Estudantis, “o curso está ótimo, a estrutura está organizada e vai ser bom para passar a experiência para os outros”. Na opinião de Leny Karla, aprendiz da Petrobras, “estou aprimorando meus conhecimentos, porque saber como se faz projeto é muito importante. O curso me mostrou uma nova visão de projetos socioambientais e aprimorou meus conhecimentos”.

 

A importância do curso também está na possibilidade de o Instituto firmar novas parcerias com outras ONG’s e instituições. “Estavam presentes pessoas de Pernambuco, de Alagoas e de Minas Gerais. Estamos no caminho certo e vislumbrando novas parcerias”, disse Carlos Eduardo. Essa importância também é compartilhada por Antônio Souza, presidente da ANDESS/PE, “o curso foi bastante explicativo e inovador com relação aos ajustes das entidades do 3º setor de forma a fortalecer a interação entre as entidades que fomentam a relação socioambiental nacionalmente”.

 

Por fim, na opinião de Yonara Sousa Maltas, diretora Técnica do Instituto Socioambiental Árvore, o curso foi importante por ser uma forma eficaz de transmissão de conhecimento, focado em projetos socioambientais, seja por ONG’s, empresas ou governos, “a elaboração e gestão de projetos socioambientais é algo atual e essencial para que haja uma mudança real na forma de ver, pensar e agir, quando se trata do presente, mas, principalmente, quando se trata de futuro – algo tão incerto na vida do ser humano e, principalmente, na vida do planeta”.

  

 

 

 

 

"Construir uma usina nuclear em Sergipe é burrice", diz ambientalista do Greenpeace

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Debate na Assembléia Legislativa promovido pelo deputado federal Iran Barbosa atraiu grande número de participantes

 

"Construir uma usina nuclear em Sergipe, como em qualquer outro lugar do Brasil ou do mundo, não é só um erro, é burrice. A energia nuclear é extremamente cara, suja, altamente perigosa e ultrapassada". A colocação foi feita pelo ambientalista e ativista do Greenpeace Guilherme Leonardi, no debate público realizado na Assembléia Legislativa de Sergipe, na manhã de hoje (11), promovido pelo mandato do deputado federal Iran Barbosa, do PT. Leonardi é militante do Greenpeace há 13 anos, sendo, desde 2005, um dos coordenadores da Campanha de Clima-Energia da organização no Brasil. Ele também falou sobre os efeitos das mudanças climáticas sobre a vida no nosso planeta.

 

"As mudanças climáticas e o uso da energia termonuclear são duas questões que estão no cerne das discussões no Brasil e no mundo, como também em Sergipe, onde esse debate vem tomando corpo. Considero extremamente importante debater esses temas com todos os grupos sociais, uma vez que todos serão afetados de alguma forma com as conseqüências geradas por esses dois problemas", salientou Leonardi.

  

AQUECIMENTO GLOBAL

 

Em quase duas horas de explanação, Guilherme Leonardi traçou um cenário bastante preocupante dos efeitos das mudanças climáticas no mundo em decorrência do aumento desenfreado das emissões de gases, em sua maioria decorrentes da queima de combustíveis fósseis, e o conseqüente aumento do efeito estufa, provocando o já temido aquecimento global, com implicações sérias na economia, na agricultura, na saúde pública e na segurança das populações e das cidades.

 

"Mais especificamente em Sergipe, podemos dizer que dois problemas são bastante previsíveis, caso nada seja feito e o aquecimento global continue a crescer: a possível transformação das áreas do semi-árido em desertos e a possibilidade do avanço do mar sobre as cidades litorâneas, como é o caso da capital", alertou, pedindo que todos os indivíduos, e não só os governos, se unam e exercitem pequenas ações que podem contribuir para reverter a linha de crescimento do aquecimento global, como deixar o carro na garagem de vez em quando e se deslocar de ônibus coletivo ou metrô.

 

Sobre a retomada, por parte do Governo Federal, da construção da Usina Nuclear de Angra 3 e de uma quarta, a ser construída possivelmente em Canindé do São Francisco, em Sergipe, o ativista do Greenpeace lembrou o lixo radioativo gerado por elas passará a ser uma ameaça a toda população, porque os efeitos da radiação do combustível termonuclear perduram por milhares e milhares de ano, e o Brasil não tem depósitos especiais para lixo radioativo. "E quem gostaria de ter esse lixo nuclear altamente perigoso em seu quintal? Certamente, ninguém", falou.

 

Ele lembrou que países da Europa, como Espanha e Alemanha, estão desativando suas usinas nucleares e abandonando, gradativamente, seus programas de geração de energia termonuclear. "Enquanto isso, o Brasil está querendo seguir na contramão", frisou. Leonardi ressaltou, ainda, que caso o Governo Federal insista em retomar Angra 3 e em construir uma outra usina nuclear, esta em Sergipe, o Greenpeace estará preparado para deflagrar ações políticas e militantes que envolvam a sociedade a fim de tentar barrar essas construções.

  

DEBATE PRODUTIVO

 

O deputado Iran Barbosa ressaltou o alto valor do debate com o ativista do Greenpeace. "Com o debate realizado aqui passamos a entender melhor como funciona o processo de aquecimento global e como isso pode atingir diretamente as populações. Foi possível também começar a atender que somos atores essenciais para poder reverter ou não esse quadro que aí está. Por isso considero que o debate com o Guilherme foi extremamente importante, produtivo e válido para todos nós que participamos".

 

Sobre a possível construção de uma usina nuclear em Sergipe, o parlamentar lembrou que já apresentou requerimento na Câmara Federal para que o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, dê informações mais precisas sobre os propósitos do Programa Nuclear Brasileiro e a construção de usinas termonucleares no país. Iran é contra a construção desse tipo de usina.

 

"Preocupa-nos o fato de, se tendo a possibilidade de investir na construção de alternativas limpas e mais baratas de produção de energia, a gente optar por uma matriz energética considerada suja e ultrapassada, que produzirá um lixo radioativo extremamente perigoso e que vai permanecer ativo por um período muito grande, colocando em situação de fragilidade e risco a nossa população. Caso essa usina se concretize, estaremos indo na contramão do que está acontecendo mundialmente", disse o parlamentar.

  

PRESENÇAS

 

Estiveram presentes no debate a procuradora-chefe do Ministério Público Federal Eunice Dantas Carvalho, os sindicalistas Antônio Góis (CUT/SE) e Joel Almeida (SINTESE), os vereadores de Aracaju Elber Batalha (PSB) e Chico Buchinho (PT), o professor e especialista em Gestão de Recursos Hídricos e Meio Ambiente Luiz Alberto Palomares, o superintendente de Recursos Hídricos de Sergipe Ailton Francisco da Rocha, além de diversos ambientalistas sergipanos, professores e estudantes da rede pública e privada, vereadores de municípios do interior, representes de diversos órgãos públicos do Estado e da capital, e pessoas da comunidade preocupadas com as questões ambientais.

  

Créditos da reportagem e foto: George Washington (DRT: 859/SE)

 

Saiba mais sobre as campanhas de Clima e Energia do Greenpeace, acesse: www.greenpeace.org.br

 

 

 
 


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