
O Instituto Socioambiental Árvore
é uma organização não
governamental socioambientalista, sem fins
econômicos, que tem a missão
de “contribuir para a construção
de sociedades sustentáveis, através
da realização de pesquisas e
ações socioambientais, que melhorem
a qualidade de vida da comunidade global”.
A organização entende que “Sociedade
Sustentáveis” são aquelas
que discutem, a partir da sua realidade local,
formas de relacionarem as dimensões
social, ambiental, econômica, política,
cultural e ética, construindo no dia-a-dia
ações que contribuam para a
melhoria da qualidade de vida daquele local
e do planeta como um todo.
A
organização atua prioritariamente
através de duas linhas de ação,
o Programa de Educação Socioambiental,
e o Programa Comunidades e Áreas Naturais.
O primeiro tem como objetivo a sensibilização
de públicos diversos para a superação
dos principais desafios socioambientais existentes
na atualidade. O segundo tem como objetivo
apoiar comunidades e povos tradicionais que
estejam geograficamente localizados no entorno
de áreas de relevante interesse ecológico,
contribuindo para harmonização
das relações homem-natureza.
O
envolvimento com a temática levou a
organização a realizar o I Fórum
Nordestino de Ecoturismo, que teve como tema
“Ecoturismo e o Combate à Desertificação
e Mitigação dos Efeitos da Seca”,
esta e outras atividades socioculturais aconteceram
na cidade de Aracaju, Estado de Sergipe, no
período de 12 a 15 de outubro de 2006.
O
Fórum Nordestino de Ecoturismo
é considerado um evento aberto de pequeno
porte pela quantidade de adesões, que
giram em torno de 250 participantes diretos,
porém o evento tem abrangência
nacional, e desde seu lançamento tem
a perspectiva de ocorrer bianualmente. O evento
teve o objetivo científico de apresentar,
analisar e discutir trabalhos, projetos e
ações ligados ao Ecoturismo
e assuntos relacionados.
Nesta
segunda edição o evento estará
relacionado com o Ano Internacional
do Planeta Terra - AIPT. O projeto
do AIPT foi apresentado conjuntamente pela
União Internacional de Ciências
Geológicas – IUGS e a Organização
para a Educação, Ciência
e Cultura da ONU – UNESCO, e proclamado
pela Assembléia Geral das Nações
Unidas, em sua reunião de dezembro
de 2005 em Nova York, para acontecer em 2008,
mas com atividades a serem desenvolvidas desde
janeiro de 2007 até dezembro de 2009,
sob a coordenação-geral daquelas
duas instituições, em colaboração
com outras organizações e integrantes
da ONU e sociedades e grupos científicos
de todo o mundo. A Assembléia ainda
encorajou todos os Estados Membros do sistema
das Nações Unidas a utilizarem
o ANO para intensificarem a divulgação
da importância das Ciências da
Terra para o desenvolvimento sustentado e,
nesse sentido, promoverem ações
de caráter local, nacional, regional
e internacional.
A
idéia é tornar o AIPT a maior
iniciativa jamais vista para a promoção
das Geociências junto à sociedade
em geral, e aos políticos, governantes,
formadores de opinião e jovens cientistas
em particular, sob o lema "Ciências
da Terra para a Sociedade".
São dez os temas prioritários
para pesquisa e divulgação do
ANO, escolhidos pela sua relevância
social, multidisciplinaridade e potencial
de divulgação, e foram selecionados
por um grupo de eminentes cientistas internacionais.
Todos esses temas chamam a atenção
para os seus benefícios e riscos para
humanidade, se não tiverem sustentabilidade.
O
Ano Internacional do Planeta Terra pretende,
assim, contribuir para a melhoria do dia-a-dia
das populações, especialmente
nos países menos desenvolvidos, promovendo,
ademais, o potencial social dos geocientistas
de todo o mundo.
O
Brasil foi um dos primeiros países
a aderir à iniciativa do AIPT, entre
os 97 que a apoiaram inicialmente, e já
tem atividades a ele relacionadas desde 25
de janeiro de 2007, com o lançamento
público do ANO em São Paulo,
na Estação Ciência da
USP, durante a inauguração da
Exposição sobre a "Terra",
com a presença do Secretário
Executivo da Organização Internacional
e idealizador da iniciativa, Eduardo de Mulder,
Ex-presidente da IUGS.
Em
novembro de 2006 foi criado o Comitê
Nacional para o AIPT, que é presidido
pela Academia Brasileira de Ciências,
na pessoa do acadêmico Diogenes de Almeida
Campos, e conta com representantes das principais
organizações e instituições
das áreas governamentais e não
governamentais, e associações
e sociedades geocientíficas do País.
Neste
contexto, o Instituto Socioambiental Árvore
pretende contribuir com o Ano Internacional
do Planeta Terra através da realização
do II Fórum Nordestino de Ecoturismo,
e ainda através do incentivo a produção
cientifica voltada à temática
e possivelmente publicadas na Revista
Nordestina de Ecoturismo e em outros
periódicos nacionais e internacionais.