O Instituto
Árvore, organização socioambientalista,
participou na última sexta-feira (09) de audiência
realizada pelo Ministério Público de
Sergipe para averiguar as denúncias feitas
pela Organização sobre a existência
de maus tratos em animais do zoológico
do estado, localizado no Parque da Cidade. Estiveram
presentes na reunião o Promotor de Justiça
Sandro Luiz da Costa, o responsável pelo Parque,
Joubert Pimentel e membros da Polícia Ambiental,
além de Carlos Eduardo Silva (Diretor do Instituto
Árvore) e Marco Antônio (Conselheiro
Fiscal da Associação Defensora dos Animais
São Francisco de Assis – ADASFA-SE) –
autores da denúncia.
A problematização
principal envolve as jaulas dos felinos, as dos ursos
e a quarentena, local onde ficam os animais doados ou
com problemas de saúde. Em visita realizada após
a audiência, pôde-se constatar que o posicionamento
das jaulas é inadequado e necessita de sombreamento,
algo que, segundo Pimentel, já consta no planejamento.
Carlos Eduardo credita parte do problema ao fato de
que o Parque é administrado pelo Departamento
de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (DEAGRO)
e não pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente,
como ele acredita que deveria ser.
O Promotor espera
agora o relatório do Ibama e da direção
do Parque sobre a situação encontrada
para definir as ações a serem tomadas.
Entretanto, o Diretor do Instituto Árvore garante
que continuará fiscalizando. “Independente
do resultado, nós vamos continuar lutando para
dar uma melhor assistência a esses animais. Ali
são vidas! Nós já estamos tentando
marcar audiência com o governador Marcelo Déda,
para tratar do assunto", afirmou Carlos Eduardo.